Escrita Criativa – Nível II (manhã)

 

 

Descrição

Programa desenvolvido sobre uma dezena de tópicos da teoria e prática da escrita da narrativa literária.

Cada tópico é ilustrado pela leitura e análise de contos e trechos de romances, que servem de base para desafios de escrita no formato de miniconto (flashfiction). Aqui e ali, são acrescentados alguns jogos para estimular a criativadade, ao estilo do que foi feito no nível I.

O aprofundamento do trabalho do nível anterior terminará com ênfase na construção de personagens e diálogos, e no trabalho de revisão.

 

 

 

Conteúdos

Da seguinte lista, são abordados 8 a 10 tópicos (definidos em função de cada turma):

- Tempo e espaço de trabalho. Rituais, regras, rotinas, objetivos, prazos.

- Autoridade vs. autenticidade. Autenticidade situacional, emocional e cultural. Experiência direta, indireta e pesquisa.

- Mostrar ou contar? Descrever efeitos ou causas? Ações e sensações ou emoções? Personagens em relação com o meio envolvente ou isoladas? Palavras específicas ou genéricas?

- Construção de personagens. Histórias de vida, motivação, preferências, idiossincrasias, modo de falar, vocabulário e expressões usadas, coerência e incoerências. Grelhas de relações e de tratamentos.

- Apresentação de uma personagem. O método cénico (Henry James).

- Como começar. Descrição do protagonista / mise en scène. Reflexão filosófica / protagonista em risco. Frame story. A definição do tom.

- Estranhamento ( desfamiliarização, distanciamento, efeito V).

- Suspense e mistério. O cliffhanger (à beira do abismo). A dúvida sobre o passado (enigma, mistério, whodunnit) ou sobre o futuro (suspense). Dispositivos frequentes: Checkhov's gun, MacGuffin e Red herring. Policial, aventura, thriller e os restantes géneros.  

- Surpresa, reviravoltas e peripécias. Revelações. Epifanias.  

- Reordenação cronológica. Flashbacks (analepses) e flashforwards (prolepses). In medias res. Narrativa não-linear e cronologia inversa.   

-Revisão e rescrita. Rever enquanto se escreve ou só depois? No ecrã ou no papel? Distância autoral. Leitura em voz alta. Procura deliberada de problemas. Índice, estrutura, grelhas e tabelas. Os limites da autorrevisão: ambiguidade, erro factual, omissão de palavras de ligação ou gralhas não detetadas automaticamente.                

 

 

 Objetivos

  • Valorizar a voz individual de cada um;
  • Continuar a desenvolver capacidades criativas e literárias através do exercício.

 A quem se destina

  • A quem frequentou o nível I.
  • A quem já frequentou outras oficinas de escrita do formador.
  • A quem for selecionado através de trabalho a definir pelo formador.

 

Edições:

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