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Fazer à mão: a IA já tem contra-revolução

Os novos modelos de IA, as redes sociais, as apps são omnipresentes e cada vez mais intrusivos – com soluções rápidas e respostas para tudo.

Ou quase tudo. Silenciosamente, parece estar a preparar-se uma contra-revolução.

Uma nova tendência está a crescer, já refletida nas pesquisas do Google: os «hobbies de avó». Tricô, bordado, jardinagem, fermentação caseira, pão no forno. Tudo o que seja real, sensorial e feito com as nossas mãos. Que podemos segurar na mão e dizer «fui eu».

Numa entrevista ao website The Good Trade, a terapeuta Shelly Dar explica que estes hobbies são reguladores do sistema nervoso: o movimento rítmico de tricotar ou amassar pão ativa o sistema nervoso parassimpático, e sinaliza ao corpo que está em segurança.
Estudos sobre tricô mostram reduções de ansiedade comparáveis à meditação; a jardinagem está associada a níveis mais baixos de cortisol. «Estamos sobre-estimulados, mas subnutridos das coisas que importam», diz Dar.

Nos cursos da Escrever Escrever (ainda) não se tricota, mas olhamo-nos olhos nos olhos, conversamos, rimos e, sim, também escrevemos à mão!