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A Pop contra a censura literária.

Dua Lipa abre Manifesto Library na Lello.

«Ler o mundo aproxima-nos, mas, infelizmente, nem todos são a favor disso.», diz a cantora britânica Dua Lipa. Inaugurada no mês passado, a Manifesto Library é uma biblioteca de cem livros censurados, proibidos ou publicamente contestados. O espaço fica no novo auditório cultural da Lello, desenhado por Álvaro Siza.

Segundo Dua Lipa, será um «santuário dedicado aos livros que desapareceram, aos autores cuja coragem desmascara estruturas de poder e controlo, e aos leitores que se recusam que se lhes diga que livro podem ler». Divide-se em quatro eixos: Poder, Controlo, Voz e Memória. Inclui títulos como O Conto da Aia, de Margaret Atwood, Os Versículos Satânicos, de Salman Rushdie ou ficção contemporânea de mulheres afegãs.

A criadora do álbum «Radical Optimism», com múltiplos prémios e uma sólida carreira pop, estende assim a atividade da Service95 –  uma plataforma digital que inclui um clube de leitura e um podcast, onde já entrevistou Olga Tokarczuk, Margaret Atwood, George Saunders ou Patti Smith.

Dar voz aos escritores e leitores é também o que gostamos de fazer nos nossos clubes de leitura e escrita – o Ler Ler e a Naftalina. 

Talvez longe dos estádios cheios e dos discos de platina. Mas com o mesmo otimismo radical na capacidade transformadora da literatura.