Noutras linhas...

Se quer escrever, saia de casa!

 

Cardoso Pires tinha uma casa na Costa da Caparica «para escrever de frente para o mar». Vergílio Ferreira refugiava-se em Fontanelas. Lobo Antunes, que ia para a escrita como quem vai para o trabalho, escrevia em locais diferentes, de manhã, à tarde e à noite. Lá fora, Virginia Woolf alternava entre Londres e o campo. E Maya Angelou alugava quartos de hotel para escrever longe do ambiente doméstico.

Mudar a rotina ajuda a renovar a atenção e a ativar a motivação. Além disso, estimula um pensamento mais panorâmico, mais conceptual, menos preocupado com a microgestão quotidiana. E mais ainda: o cérebro gosta de associar contextos a comportamentos. Quando vamos escrever para um determinado local, e repetimos a experiência, só o facto de irmos para lá, já induz à escrita.

Retiro de Escrita ou Curso? A criatividade está sempre pronta para nos surpreender. Basta abrir-lhe a porta.